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México

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América Latina

Este país abriga 11 grupos étnicos documentados. Esta página combina seus dados fenotípicos e demográficos em uma única referência ponderada: tom de pele, traços faciais, textura do cabelo e compleição física, com base em censos publicados e fontes de ancestralidade.

Composição demográfica

Os pesos de composição são derivados da autoidentificação em censos e pesquisas demográficas publicados. Cada linha leva à página do atlas do grupo étnico.

Perfil fenotípico

A população do México apresenta uma das distribuições fenotípicas mais internamente diversas da América Latina, refletindo a condição do país como zona de mestiçagem de longa data entre povos indígenas mesoamericanos (náhuas, maias, zapotecas, mixtecas, otomis e dezenas de grupos menores), colonos espanhóis e outros europeus, e populações africanas trazidas durante o período colonial. A população mestiça dominante tem ascendência média de cerca de 62% ameríndia, 32% europeia e 3,5% africana, segundo estudos de genoma completo, mas a autoidentificação, a concentração regional e a variação individual produzem uma gama fenotípica muito mais ampla do que sugere a média genômica.

O tom da pele em toda a população abrange a faixa completa de Fitzpatrick, do II (no norte do México e em comunidades autoidentificadas de descendência europeia) ao V (em comunidades de maioria indígena e em partes da Costa Chica), sendo a faixa modal a III-IV. Os estados do norte do México (Sonora, Chihuahua, Nuevo León) tendem a tons de pele modais mais claros, com maiores proporções de mistura europeia; os estados do sul (Oaxaca, Chiapas, Yucatán) tendem à faixa IV-V, com maiores proporções de ascendência indígena; e a região costeira da Costa Chica, em Guerrero e Oaxaca, concentra a distribuição fenotípica afro-mexicana mais densa do país, com frequência comum da faixa V-VI. O cabelo é predominantemente castanho-escuro a preto, com textura lisa a ondulada nas populações indígenas e mestiças (Andre Walker 1A-2B), de cacheado a crespo nas populações afro-mexicanas (3A-4C), e com tons naturalmente mais claros concentrados em famílias autoidentificadas de descendência europeia. A cor dos olhos é predominantemente castanha em toda a população, com maior frequência de variantes de olhos claros nas populações hispano-mexicanas e do norte do México do que a média nacional. Os traços faciais e a constituição corporal seguem padrões regionais semelhantes: características mesoamericano-indígenas (dobras epicânticas, bases nasais mais largas, maçãs do rosto proeminentes, estatura média menor) concentram-se nas comunidades do sul e nas comunidades indígenas rurais, enquanto características de ascendência europeia (pontes nasais mais estreitas, estatura mais alta, formatos de rosto ovais a retangulares) concentram-se nas comunidades mestiças do norte e urbanas. A variação interna dentro de cada região é alta: a diversidade regional e individual do país excede o que qualquer descrição agregada pode capturar por completo.

Uma visão descritiva, não uma afirmação sobre indivíduos

Esta página apresenta um agregado ponderado de observações fenotípicas da população deste país, com base na composição demográfica extraída de censos publicados e fontes de ancestralidade. Os fenótipos em qualquer país são muito mais variados do que o agregado sugere; trata-se de uma referência descritiva, não de uma afirmação determinista sobre qualquer indivíduo.

Notas metodológicas

A ponderação da composição baseia-se principalmente no Censo 2020 do INEGI (Censo de Población y Vivienda 2020), que registra a população indígena autoidentificada (~19,4% das pessoas com 3 anos ou mais), a população afro-mexicana (~2,0%) e a população mexicana padrão/mestiça residual (~78,6%). Os pesos por grupo indígena derivam da enumeração de falantes de línguas indígenas feita pelo INEGI, cruzada com a autoidentificação. O contexto de ascendência genética (Moreno-Estrada et al. 2014) é citado para a interpretação fenotípica, mas NÃO é usado como base de ponderação: o catálogo pondera a autoidentificação (a classificação da própria população), e não a mistura genômica em todo o genoma (uma medida diferente, frequentemente conflitante). Ressalvas: (1) os grupos nomeados abrangem cerca de 95% da população; grupos indígenas menores não enumerados aqui aparecem individualmente em /ethnic/[slug]; (2) a distribuição urbana/rural é desigual: os pesos são nacionais, não regionais, e a zona rural de Oaxaca ou Chiapas mostraria proporções muito diferentes; (3) a autoidentificação tem viés conhecido de desejabilidade social, especialmente na subcontagem da identidade indígena nos estados do norte.

Fontes primárias

  1. 1.Instituto Nacional de Estadística y Geografía (INEGI). Censo de Población y Vivienda 2020. Aguascalientes: INEGI; 2021. Available at https://www.inegi.org.mx/programas/ccpv/2020/
  2. 2.Moreno-Estrada A, Gignoux CR, Fernández-López JC, et al. The genetics of Mexico recapitulates Native American substructure and affects biomedical traits. Science. 2014;344(6189):1280-1285. doi:10.1126/science.1251688
  3. 3.Bonfil Batalla G. México Profundo: Reclaiming a Civilization. Austin: University of Texas Press; 1996. Translation of México Profundo: Una Civilización Negada (1987).
  4. 4.Velázquez M E, Iturralde Nieto G. Afrodescendientes en México: Una historia de silencio y discriminación. México: CONAPRED / INAH; 2016.
  5. 5.Bryc K, Velez C, Karafet T, et al. Genome-wide patterns of population structure and admixture among Hispanic/Latino populations. Proc Natl Acad Sci USA. 2010;107(Suppl 2):8954-8961. doi:10.1073/pnas.0914618107

Outros países desta região

Referências fenotípicas agregadas de países vizinhos, ponderadas pela composição demográfica.

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