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Brasil

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América Latina

Este país abriga 5 grupos étnicos documentados. Esta página combina seus dados fenotípicos e demográficos em uma única referência ponderada: tom de pele, traços faciais, textura do cabelo e compleição física, com base em censos publicados e fontes de ancestralidade.

Composição demográfica

Os pesos de composição são derivados da autoidentificação em censos e pesquisas demográficas publicados. Cada linha leva à página do atlas do grupo étnico.

Perfil fenotípico

A população do Brasil está entre as mais internamente diversas do mundo, produto cumulativo da colonização portuguesa (1500-1822), do maior destino do tráfico de escravizados africanos nas Américas (aproximadamente 4.9 milhões de chegadas forçadas), da imigração europeia em massa nos séculos XIX-XX (italiana, alemã, espanhola, eslava, libanesa-síria), da imigração japonesa e de outros povos do Leste Asiático no século XX, e da sobrevivência de aproximadamente 305 grupos étnicos indígenas distintos na Amazônia e em todo o território brasileiro. Estudos de genoma completo (Pena et al. 2011, Kehdy et al. 2015) estabeleceram que o brasileiro médio carrega mistura substancial das três grandes populações de origem, europeia, africana e indígena americana, mas com padrões regionais muito fortes que refletem a história diferenciada de povoamento, escravidão e imigração.

A tonalidade da pele abrange toda a faixa de Fitzpatrick I-VI, sendo III o valor modal em nível nacional, mas com diferenças regionais substanciais: o Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná) tem aproximadamente 70-85% de pessoas que se autodeclaram brancas, com Fitzpatrick modal II-III; o Nordeste (Bahia, Pernambuco, Maranhão) é o núcleo da população afro-brasileira, com Fitzpatrick modal IV-V; o Norte e a Amazônia têm influência indígena mais visível, com Fitzpatrick modal III-IV e características fenotípicas indígenas variáveis; e o Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais) é a região demograficamente mais mista. O cabelo apresenta toda a gama de Andre Walker, do liso loiro ao crespo preto, com padrões regionais que acompanham as proporções das populações de origem. A cor dos olhos é predominantemente castanha em nível nacional, com variantes claras concentradas em comunidades de brasileiros brancos, sobretudo no Sul. As características faciais e a constituição corporal também abrangem as faixas das populações de origem ibérico-europeia, da África Ocidental e Central, indígena tupi-guarani e macro-jê, e do Leste Asiático, misturadas em proporções que variam por região e por família. A variação interna dentro de cada região do Brasil é substancial: a diversidade regional e individual do país excede o que qualquer descrição agregada pode capturar, e a identidade fenotípica de um brasileiro não deve ser inferida, no nível individual, a partir de qualquer distribuição agregada do país.

Uma visão descritiva, não uma afirmação sobre indivíduos

Esta página apresenta um agregado ponderado de observações fenotípicas da população deste país, com base na composição demográfica extraída de censos publicados e fontes de ancestralidade. Os fenótipos em qualquer país são muito mais variados do que o agregado sugere; trata-se de uma referência descritiva, não de uma afirmação determinista sobre qualquer indivíduo.

Notas metodológicas

Os pesos de composição derivam do Censo Demográfico 2022 do IBGE, que usa autodeclaração em cinco categorias (branca/parda/preta/amarela/indígena) mais uma opção residual 'sem resposta' (~0.4%). A classificação do IBGE é o esquema étnico-racial canônico do Brasil e é a que os brasileiros usam para se identificar. O contexto de ancestralidade de genoma completo (Pena et al. 2011, Kehdy et al. 2015) é citado para a interpretação fenotípica, mas NÃO é usado como base de ponderação: a autodeclaração como parda não equivale à mistura genômica, e as duas medidas produzem distribuições diferentes. Ressalvas: (1) a distinção entre pardo e preto no IBGE tem elasticidade bem documentada ao longo do tempo e entre pesquisas, com contextos de mobilidade social, regionais e políticos influenciando a autodeclaração; (2) o agregado é nacional e obscurece os padrões regionais muito fortes, especialmente o contraste entre Sul e Nordeste; (3) as subcategorias dentro de branca (de descendência italiana, portuguesa ou alemã) não são enumeradas separadamente no esquema do IBGE, embora sejam reais e culturalmente relevantes; (4) os dados fenotípicos da população indígena brasileira estão altamente agregados nesta entrada de composição: grupos étnicos individuais devem ser referenciados por suas próprias páginas do atlas, quando disponíveis.

Fontes primárias

  1. 1.Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Censo Demográfico 2022: Cor ou raça. Rio de Janeiro: IBGE; 2023.
  2. 2.Pena SDJ, Di Pietro G, Fuchshuber-Moraes M, et al. The genomic ancestry of individuals from different geographical regions of Brazil is more uniform than expected. PLoS ONE. 2011;6(2):e17063. doi:10.1371/journal.pone.0017063
  3. 3.Kehdy FSG, Gouveia MH, Machado M, et al. Origin and dynamics of admixture in Brazilians and its effect on the pattern of deleterious mutations. Proc Natl Acad Sci USA. 2015;112(28):8696-8701. doi:10.1073/pnas.1504447112
  4. 4.Klein HS, Luna FV. Slavery in Brazil. Cambridge University Press; 2010.
  5. 5.Lesser J. Immigration, Ethnicity, and National Identity in Brazil, 1808 to the Present. Cambridge University Press; 2013.

Outros países desta região

Referências fenotípicas agregadas de países vizinhos, ponderadas pela composição demográfica.

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